Em entrevista ao Diário de S.Paulo, Gallo fala de saída da seleção, carreira, dá pitacos…

Gallo, que trabalhou no mundo árabe, fala sobre a Copa de 2022, no Qatar
15 de março de 2017

Poucos segundos depois de Alexandre Gallo ter atendido o telefone, no contato feito pela reportagem do DIÁRIO, a ligação caiu. Na tentativa seguinte, o problema não se repetiu e o papo rolou soltou, por quase uma hora.

“Desculpe, eu estava com o meu filho atualizando os dados do meu perfil na Wikipédia (espécie de biblioteca pública virtual). Tinha muita coisa errada, ali, mas, agora, pode consultar quando quiser, porque ficou tudo certinho”, explicou.

Gallo é esse cara metódico. Tem na ponta da língua os números que cercam a carreira de treinador, que começou em 2004, no Vila Nova-GO. O último clube foi o Náutico, no ano passado. Agora, ele aguarda por uma proposta.

O auge foi trabalhar com a base na seleção brasileira. O auge e a frustração. Pouco mais de um ano antes da Olimpíada do Rio-2016, foi demitido. Com números invejáveis: à frente da equipe, somava 31 jogos, com 24 vitórias e sete empates. Nehuma derrota. Seis títulos conquistados em seis torneios disputados.

Na entrevista a seguir, ele conta tudo. Os bastidores da saída e por que é muito difícil, na opinião dele, ser técnico de futebol no Brasil.

 

Desde que você saiu do Náutico já teve propostas? Como está para assumir um time?

Saí do Náutico em setembro de 2016. Mas meu filho Felipe, que mora e joga futebol nos Estados Unidos, teve de fazer uma cirurgia no joelho. Então, eu viajei para acompanhá-lo de perto. Fiquei com ele até dezembro e, depois, voltei para fazer o curso de técnicos da CBF. Agora, estou avaliando as possibilidades que aparecem.

E apareceu alguma?

Depois que os estaduais começam, as coisas aparecem mais. Tive um ou outro contato, há duas semanas, mas foram de equipes com pouco calendário para o restante da temporada. A ideia é pegar alguma coisa mais estável para pensar na disputa do Brasileiro.

A cultura de demissões em massa de treinadores no Brasil atrapalha demais, não?

Demais. Esse imediatismo por resultados não é ruim apenas para os treinadores, mas, também, para o desenvolvimento do futebol. Para você ter uma ideia, a Série B do Brasileirão foi a divisão que mais demitiu técnicos no mundo no ano passado. Isso é um absurdo. No futebol, não é apenas o trabalho do treinador que conta para se ter sucesso. Existem fatores como encaixe de equipe, momento, até mesmo sorte. Quando começam os jogos de quarta-feira e domingo no Brasileirão, num país continental como é o nosso, com viagens longas e desgaste, não se tem nem tempo de treinar.

Europa é muito diferente?

Demais. Aqui, para se ter uma ideia, vi que a média de permanência de técnicos é de três meses e 20 dias. Na Europa, são 18 meses. Como querem comparar? Como querem desenvolver a nossa maneira de jogar? Quando perguntam aos técnicos qual a plataforma de jogo deles, como responder, se ele não teve tempo de implantar? Poucos treinadores conseguem emplacar, até porque, na maioria das vezes, temos de nos adaptar ao elenco que nos dão, não podemos nem escolher os atletas. A média de tempo de trabalho é muito curta no Brasil.

Mas dá para melhorar isso?

Dá, mas não é fácil. Por exemplo, financeiramente, quem está bem, fora Palmeiras e Flamengo? E isso pesa na hora de um planejamento, começando o ano com técnico, escolhendo elenco. Mas essa flexibilidade toda dá muita cancha para o treinador brasileiro. Enfrentei muitos europeus, já, e muitos deles jogam de uma maneira só. Treinador brasileiro tem de ser artista. Tem de saber mexer com o que tem, além de administrar as viagens.

Acha que é amadorismo dos dirigentes do Brasil?

Acho que tinha de tirar um pouco a paixão, deixar isso de lado e encarar mais pelo lado profissional. Por exemplo, temos de saber que precisamos jogar com características diferentes dependendo da região do país. Mas levam isso em consideração? Não. O plano de trabalho para o treinador brasileiro é simples: vença na quarta-feira e no domingo.

Por isso que treinador estrangeiro, num geral, não se firma aqui? Imagine o cara chegando no meio da temporada e, além de tudo isso que você citou, tendo de se adaptar ao país, à língua, à cultura. Tipo o Ricardo Gareca, quando assumiu o Palmeiras.

Sabe o que é pior? Com o Gareca e com outros estrangeiros têm mais paciência do que com os brasileiros. Intercâmbio é muito saudável, tem de existir. O que não pode ter é essa ansiedade de ganhar domingo, quarta-feira, domingo… Futebol não é isso. É apaixonante porque é imprevisível. Clubes vencedores viram o ano com treinador mantido. Mas, repito, essa exigência por resultados atrapalha demais a continuidade dos trabalhos. Tem de observar a base. Poucos clubes no Brasil têm uma integração completa entre profissional e base. Normalmente, são duas diretorias diferentes e o relacionamento nem é tão estreito.

E você pode falar sobre base, porque trabalhou demais com isso nos últimos anos…

Acompanhei muito a base quando estava na seleção. Entre os clubes, existem bons trabalhos, médios e ruins. Tem de mudar essa mentalidade, precisa de mais atenção. Tem de pensar no trabalho, definir um estilo de jogo. O Fluminense ter o estilo dele de jogar, o Figueirense ter o dele, o Goiás ter o dele… E ter continuidade. A cada mudança de presidência, muda-se tudo, mudam as pessoas. Não existe um rumo de trabalho. Isso é muito ruim.

Gallo como técnico do Náutico, em 2016, seu último clube

(Crédito: Site oficial/Reprodução)

Quando falam de você como treinador, falam que se trata da “nova geração”, aclamada como a bola da vez. É isso?

Acho que está tendo uma reformulação, algo extremamente natural. Acontece, como sempre aconteceu. Mas não se pode esquecer dos técnicos mais experientes, que têm muito a dar, muito a ensinar. Olha aí o Abel Braga, fazendo um ótimo trabalho no Fluminense. O Vanderlei Luxemburgo, quando pegar um time de novo, vai fazer um grande trabalho. Tem vontade demais para isso. Esses caras têm muito a passar aos mais jovens.

A receita é essa, então? Equilíbrio entre os dois?

Sim. Mas a receita, na verdade, é os clubes saberem o que querem. Querem um técnico para trabalhar com um elenco mais experiente? Um para pegar mais jovens? Um que treine uma equipe rápida? Outro que vá apostar na base? Outro que foque em contratações internacionais? Para isso, por exemplo, precisa de um cara com rodagem internacional. Todas essas questões têm de ser respondidas para ver que tipo de treinador se encaixa no perfil. Mas os clubes nunca sabem o que querem. Contratam um jovem, o cara perde dois, três jogos e é demitido. Vem um experiente para a vaga dele.

Mas tem como ser assim?

Aconteceu comigo quando fui para Internacional e Figueirense. Eles me chamaram para uma conversa e fizeram uma entrevista comigo, para me conhecer, saber como penso. Foi muito bacana. Os clubes podem fazer mais isso, conhecer melhor o perfil daquilo que precisam. Às vezes, querem um cara mais motivacional. Às vezes, um mais tático. Existem divergências de opiniões, ficamos um pouco sem entender.

Você falou no curso que fez na CBF. Eles são extremamente necessários? Tem de fazer ou é só para ter certificado?

Concluí um estágio e ainda farei mais um, este ano. É bacana demais. E digo mais: esse curso da CBF tem mais horas de aula do que o mínimo exigido pela Uefa. Tivemos instrutores de Portugal, Alemanha, Itália… Tecnicamente, estamos muito bem preparados. O único problema é trabalhar em um país muito emocional. Como disse, somos artistas no Brasil. Temos de dar nó em pingo d’água. Difícil treinar aqui, viu…

Essa história de certificação é um problema, não?

Na Europa, só aceitam o cara se ele tiver o Uefa Pro. Mas eu pergunto: por que um português pode trabalhar no Brasil com o certificado europeu e nós, brasileiros, não podemos trabalhar na Europa com o certificado daqui? Subiram um muro para nós na grande maioria dos países. Quando se chega nos Emirados Árabes, também, é preciso fazer um complemento no curso. O Platini (Michel, ex-presidente da Uefa) fez isso de maneira bem… esperta. E o nosso curso, como fica? Português pode trabalhar no Brasil? Pode e deve. Mas tem de ser igual conosco na Europa. Estamos falando com a Conmebol e a CBF, exigindo que o nosso curso seja aceito lá, como já é aceito no Japão e em outros países.

Mesmo com bons resultados, você foi demitido da seleção olímpica pouco mais de um ano antes dos Jogos do Rio. Em uma entrevista, você disse que comandar o time no torneio seria a grande chance da sua carreira. Qual o tamanho dessa desilusão?

Fiquei muito frustrado, sem dúvida. Até porque estava levando aquilo na ponta dos dedos. Fiz 31 jogos com a seleção olímpica, ganhei 24 e empatei sete. Nenhuma derrota. Disputamos seis torneios e ganhamos os seis. Deixei a equipe montada, fui eu quem chamei a maioria dos que foram campeões olímpicos. Montamos aquela base. Só o Zeca e o Dourado que não foram chamados comigo, mas o resto, todos. Por isso, eu tinha a convicção de que estaria nos Jogos. Por tudo o que fizemos, tinha certeza disso. Por onde eu passava me diziam que brigaria pelo ouro. Pelo time que tínhamos, mais o Neymar e as escolhas.

Por que você foi demitido?

A explicação do coordenador de seleções, na época, foi de que ele queria trocar. Havíamos acabado de ficar em quarto no Sul-Americano sub-20, classificamos para o Mundial.

O coordenador de seleções era o Gilmar Rinaldi, né?

Sim. Desde a entrada do Gilmar, nunca falamos sobre futebol. Ele nunca me perguntou sobre categorias de base, e eu era a pessoa que mais conhecia de base no Brasil. Viajei pelo mundo inteiro para ver jogadores, montamos médicos, fisiologistas… Minha demissão foi uma questão política. Ele tinha vontade de trazer pessoas ligadas a ele e isso fez com que eu saísse.

Ficou uma mágoa, claro…

Ficou, mas não pode ficar para sempre, senão… Passou. Tenho certeza absoluta de que fiz o meu melhor. Aquilo me trouxe muita experiência. Eu nunca havia trabalhado na base. Foi um passo importante para o restante da minha carreira.

José Maria Marin, quando era presidente da CBF, chegou a falar que, quando o Felipão saísse da seleção principal, pensava em efetivar você no comando. Isso não mexeu com você, na época? Chegou a vislumbrar isso?

Tivemos uma conversa e havíamos praticamente decidido que aqueles 11 amistosos depois da Copa seriam feitos com a equipe olímpica. Eu havia feito esse planejamento. Seria, mesmo, a revolução na seleção brasileira. Teríamos 54 partidas antes de a Olimpíada começar. E todos entenderiam essa reformulação. Foi como fez a Alemanha, depois da Copa do Mundo de 2002. A reformulação deles começou lá, focando na base, em ciclo olímpico. Nós pensamos em fazer igual, com um plano de trabalho até o Rio-2016. Claro que não disputaríamos as Eliminatórias com o time olímpico, salvo alguns jogadores, como o Gabriel Jesus. Naquela época, já sabíamos que ele seria o atacante que virou hoje em dia. Eu tinha convicção de que ele seria importante, mas ele foi além. Estava claro que alguns iriam amadurecer e se destacar, como ele e o Gabigol.

Existe um papo de que sua postura interna atrapalhou, que você quis implantar cartilha para os atletas, que pediu que Neymar cortasse o cabelo. Teve isso, mesmo?

Isso nunca aconteceu. Nunca. Em zero vezes. Até porque cheguei na CBF bem antes do que o Gilmar, e nunca teve nada, cartilha, nada. A única coisa que dizíamos para os atletas é que tinham de tirar alguns acessórios quando estivessem vestindo a camisa da seleção brasileira. Mas isso acabou sendo colocado como algo que ia atrapalhar, que ia me colocar como um sargento. Mas, na base, você não pode ser apenas treinador. Tem de ser treinador e educador. Você tem de preparar um garoto que veste a camisa do Brasil, no sub-15, e quer colocar os mesmos acessórios de um Neymar, um Balotelli. É preciso passar o lado educativo, dizer que isso não é legal para ele. Todos os torneios para os quais íamos, cobrávamos essa postura. Quando o cara for um Neymar, um Messi, quando for um astro como esses caras, ele faz o que quiser. Já estará formado. Mas vestir a camisa do Brasil tem de ser visto como uma coisa diferente na vida do jogador.

Da mesma maneira, dá para entender a demissão do Rogério Micale, menos de um ano após conquistar o ouro no Rio?

Não sei o que aconteceu com ele. No meu caso, sei que foi uma questão política. O Gilmar quis colocar o grupo de trabalho dele. No caso do Micale, não sei. Ele teve um bom resultado, depois não se classificou para o Mundial sub-20… Pode ser que as pessoas de hoje queiram pessoas deles, sei lá…

Era difícil trabalhar na CBF sabendo que, ao mesmo tempo, corria a maior investigação da história para se apurar fraudes na entidade?

Lá dentro, os departamentos são bem distintos. Eu tive todo o apoio que precisava para trabalhar. Na minha carreira, foram as melhores condições de trabalho que já tive até hoje. Eu não participava das questões políticas. Vivíamos apenas o lado técnico das seleções, só mandava relatórios dizendo tudo o que estava sendo feito. Todos sabiam o que acontecia no dia a dia. Tudo. Isso, aliás, foi uma coisa bacana que implantamos na entidade. Era uma questão exclusivamente técnica, e funcionava bem.

E como você avalia a seleção brasileira principal hoje? Recuperou o respeito de vez?

Sim. A evolução é muito grande. O Tite colocou a maneira dele de trabalhar. A seleção cresceu bastante. Mas o grande problema foi o 7 a 1. Para se ter uma ideia, íamos em competições sub-15, sub-20, ganhávamos e a torcida adversária inteira ficava gritando: “7 a 1, 7 a 1, 7 a 1, 7 a 1, 7 a 1…”

Que maluquice! Como lidava com isso com a molecada?

Falávamos para eles se esquecerem daquela situação, que teríamos de lutar e conviver com isso para sempre. Veio um descrédito muito grande depois do 7 a 1, uma coisa anormal, até. Com a passagem do treinador depois do Felipão (Nota da redação: esse técnico é Dunga), ainda não nos recuperamos. Chegamos a ficar em sexto nas Eliminatórias para a Copa de 2018. Com a chegada do Tite, houve a melhora vultuosa. E isso vai continuar.

A molecada sentia pressão?

Demais. Era muita chacota, né. A torcida levava cartazes escrito “7 a 1”. Não era fácil. Mas como saíamos disso? Ganhando.

Gallo em visita ao Manchester United, da Inglaterra

(Crédito: Site oficial/Reprodução)

Existe algum treinador no exterior que você admira?

Gostava do Sascha Lewandowski. Era um técnico corajoso, que jogava para a frente. Ele foi ver jogos meus com a seleção em torneios na Europa, disse que admirou o meu trabalho. Era um cara com conceitos muito bons. (Nota da redação: o alemão morreu em 8 de junho de 2016, com apenas 44 anos. Com problemas cardíacos, se afastou do último clube, o Union Berlim, três meses antes. Foi encontrado morto em casa, e há até mesmo a suspeita de suicídio. Fez carreira no Bayer Leverkusen, de 2007 a 2014 – contando base e profissional.)

Quando você era jogador, era bom batedor de faltas. Hoje, sendo técnico e observando, por que existe uma carência desse tipo de jogador? Vê-se poucos gols de falta, atualmente…

Acho que é falta de treinamento. Cobrança de falta nada mais é do que repetição em exaustão. Mas temos jogadores que batem bem na bola. Agora, os treinadores também têm de fazer uma mea culpa em relação a isso. É preciso exigir um pouco mais nos treinamentos. Pegar um cara que bate bem e fazer ele repetir, repetir, repetir… Quando cheguei à Portuguesa (em 1996), o time não tinha um grande batedor. Então, peguei o Rodrigo Fabri e treinei, treinei, treinei… Voltei a treinar faltas por causa dele. E isso foi mérito do Candinho, nosso técnico, que insistiu.

Quem vai ser campeão da Libertadores este ano?

Olha, tenho quase convicção de que vai ser um brasileiro. E o Flamengo, pelo ano passado que teve, pelas contratações que fez… Está ainda mais forte em 2017. Conheci o Zé Ricardo (técnico do Rubro-Negro) no curso da CBF. É um cara muito preparado. E a torcida, quando abraça, é como um tsunami que vem para cima de você. Se jogar como jogou na estreia (4 a 0 sobre o San Lorenzo, no Maracanã), tem boas condições de conquistar o título.

E o campeão brasileiro?

Existem dez equipes com boas condições para isso, né. Tudo pode acontecer. Esse título depende de uma média ao longo do torneio, de ter elenco. E, se pensar assim, o Palmeiras tem o melhor elenco do Brasil. Tem peças de reposição para ser campeão brasileiro de novo. Nesse aspecto, vejo até com um pouco mais de força do que o Flamengo. Essa condição de trabalho do Palmeiras, com praticamente dois bons jogadores para cada posição, é o sonho de trabalho de qualquer treinador. O reserva tem a mesma condição técnica do titular.

Quem é o melhor técnico do mundo?

Hum, difícil… Só terei essa resposta quando um europeu vier trabalhar no Brasil, vier vivenciar as dificuldades que temos aqui. Queria ver o Guardiola treinar um Araçatuba com três meses de salários atrasados, como ele ia motivar o elenco, como ia se portar jogando fora de casa, sem condições boas. Não desmerecendo o Guardiola, que fique claro, citei apenas como exemplo.

Mas não tem um melhor?

(Pensativo) Olha, para mim, é o Vanderlei Luxemburgo. Já fui auxiliar dele, ele é fantástico. E passou por todas essas dificuldades no Brasil.

E ele anda em baixa, né…

No Brasil, as pessoas rotulam demais. E as pessoas carregam rótulos, os mantêm, é difícil de tirar. Isso não acontece com os caras na Europa.

Se tivesse de escolher qualquer jogador do mundo para o seu time, quem pegaria?

Neymar. Ele ainda não é o melhor jogador do mundo, mas vai ser. Quando você pega um jogador com potencial de crescimento, isso é a melhor coisa para um treinador. O que ele fez naquele jogo contra o PSG (pela Liga dos Campeões, o 6 a 1 que garantiu a classificação às quartas)… Aquele momento exigiu dele um crescimento de altíssimo nível, que ele fosse a um degrau acima, e ele foi. Neymar tem isso, vai ficar mais forte, ainda é jovem.

Mas quem é o melhor já formado, então, hoje?

Para mim, Cristiano Ronaldo.

E quem é o melhor jogador atuando no Brasil?

Para mim, o Diego, do Flamengo. Estou gostando de vê-lo jogar. Um cara que ficou tantos anos fora do país e se readaptou muito rapidamente. Estamos carentes de camisas 10, e ele preenche isso. É um atleta muito técnico, com uma participação muito intensa durante os 90 minutos de jogo.

Qual é o melhor time do mundo?

O Bayern de Munique.

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